sábado, 7 de julho de 2012

Revolução interna

   Boa noite! Mais uma vez sejam bem-vindos ao meu humilde lar. Espero que esteja tudo bem com vós assim como está comigo.
    O poema que mostrarei hoje fala sobre anarquismo, um anarquismo interior em que se é livre e independente de qualquer forma de pensamento de massa.

                   ANARQUISMO INDIVIDUAL-CULTURAL
            "Corres à frente dos outros? fazes tal como pastor ou como exceção? Um terceiro caso seria o desertor... primeiro       caso de consciência."

                                                                     Nietzsche, " CREPÚSCULO DOS ÍDOLOS"



Adiante segue o ignorante rebanho
Liderado por um pastor astuto
Que dá aos tolos o que desejam
Coisas que só satisfazem os incultos!

Porém há sempre os desertores
Que não se sujeitam aos  Napoleões
Sujeitos que valorizam a subjetividade
Que têm libertos seus corações

Anarquismo individual-cultural
Esta é a solução para a maior dor
A de ser mais um entre a massa
Constituída de entes de alma incolor!





sábado, 30 de junho de 2012

Adeus a este mundo.

   Boa noite! Como vão? Acomodem-se, fiquem um pouco aqui, está muito frio lá fora. A lareira está acesa, fiquem à vontade.
    Não sei se lembram, mas semana passada havia comentado que em breve escreveria um poema sobre alguém que está dando adeus a esse mundo. Pois aqui está, eu o escrevi na madrugada de sexta para sábado, com a ajuda de minha amiga Sharon, mandei uma missiva eletrônica para ela perguntando como era "Adeus" em alemão (Obrigado Sharon!).Vamos ao poema então.

   GOODBYE



Adeus, mundo repleto de futilidades
De incontáveis formas de anomalia
De hipocrisia, materialismo e vaidades
Nunca será necessária uma anistia

Algumas vezes sinto mais os ossos
Do que a já debilitada carne
Não creio que eu ainda posso
Aguentar esta ferida que tanto arde

Au revoir para os prazeres corporais
A saliva alheia nunca foi tão gostosa
Tão sensuais são os celulósicos manuais
Páginas são sólidas, desejos são fórmulas gasosas

Adiós para o tédio e a incompreensão
Apesar de haver partículas de esperança
Schopenhauer não foi a principal decisão
Pois há muito não quer ser mais criança

O que não mata torna-me mais forte
Porém fico bem mais feio
Não há motivo para depender de sorte
Fortes dela não precisam, creio

Abschied, sentidos traidores!
Apaguei as impressões todas
Abandono Locke e seus seguidores
Assim como as marcas incômodas!

Sayonara, absurdo mundo perfeito!
Leibniz estupidamente se enganou
Na ignorância alheia não se dá jeito
Diz aquele que um dia nisso pensou

Adeus! Não dá para evitar a distância!
Au revoir! Não é mais possível tentar
Adiós ó maléfica ignorância!
Goodbye! O mal a todo custo deve-se evitar!

sábado, 16 de junho de 2012

Miscelânea

    Bon soir, mes amis! Como vão? Eu sei, já faz mais um certo tempo que não nos encontramos porém os reveses que tenho enfrentado fizeram que nossos encontros se tornassem menos frequentes. Desconheço uma forma inédita de pedir-lhes desculpas, já que estas ausências estão tornado-se deveras frequentes.
    Para quem não sabe, estou a escrever um romance mas no momento ele está parado. Se quiserem, posso mostra-lhes os capítulos inicias em outras oportunidades, basta concordarem com a ideia.
    Hoje mostrarei-lhes um poema que escrevi no mês passado e que reflete um pouco meu atual estado mental: crítico, filosófico, inspirado pela filosofia de Schopenhauer e com uma certa dose de melancolia acompanhada de uma felicidade solitária (paradoxal, eu sei, mas é isso mesmo). O poema não fala de um assunto específico, é um punhado de reflexões que andei fazendo nesses últimos meses de intensa atividade reflexiva.

             PROVÉRBIOS

O feixe de luz que entra não é
O mesmo que vem da fonte apolínea

Ouvir o que tu dizes é diferente
De ler o que tu escreves

O teu cão e o teu gato não possuem razão
Mesmo assim não matam seus semelhantes

Podemos viver uma vida de prazer 
Mas depois esse nos mata de tédio

Lobos em pele de cordeiro são perigosos
Assim como cordeiros que se viciam em ser lobos

O maior medo que sentiu o coração filosófico
Foi o aterrador medo de sentir medo

Posso fazer com que tu me desejes
Porém nunca poderei fazer com que me ames

Tudo o que foi escrito e dito por sábios
É tido como insignificante pelos néscios

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Um poema sobre a solidão

   Olá, boa noite! Agradeço mais uma vez vossa presença, mesmo com essa intensa chuva que teima em cair. Espero que apreciem o poema da poetisa Ghislaine, com o qual me identifiquei. Apesar de curto, falou bastante. Quem dera eu ter essa habilidade, falar bastante com poucas palavras...


sexta-feira, 18 de maio de 2012

3000 visitas

    Muito boa noite, meus ilustres visitantes! Sejam bem-vindos, hoje é uma noite especial, DEVERAS especial! Hoje vós estais a visitar-me no momento em que meu castelo atingiu a marca de 3000 visitas em pouco mais de um ano, desde Abril do ano passado. Só desejo  agradecer-lhes mais uma vez por todas essas visitas! Como já disse uma vez, não esperava esse movimento por aqui! Agradeço mesmo pela presença e prometo esforçar-me ao máximo para sempre apresentar uma arte de qualidade! Porém basta de discurso inflamado! Vamos à arte, que é mais importante!

MONUMENTO À MELANCOLIA



Refletido ele se encontra
Num lago onírico de lágrimas metafísicas
Como é belo! Merece mil elegias
Mesmo sendo feito só de tristeza

Dirigindo-se a ele, prostra-se de joelhos
E com lábios salgados e angustiados
Oscula a base do monumento
Fabricando assim seu próprio ídolo!

Logo após tamanha demonstração
De devoção pela sua própria obra
Toca o gélido mármore da escultura
Que mais parece um adereço dum túmulo!

Quando sente que dele aproxima-se
O derradeiro momento de sua ida
Uma sensação tétrica invade os recônditos
De sua negra e lutuosa alma!

Logo que parte de seu santuário
Sente a latente e impiedosa ânsia
De regressar sempre e sempre
Este é o seu calvário artístico!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Adentrando a catedral

    Boa noite, meus caros amigos! Por favor, entrem e mais uma vez sejam bem-vindos à minha humilde morada! Hoje não está com aquele clima da última noite, devido a ausência da magnífica Selene, entretanto creio que esta brisa suave que sopra tornará vossa estadia mais agradável. 
    Hoje mostrarei mais um de meus poemas que abordam a temática do auto-conhecimento. Creio que seria deveras inútil falar sobre esse poema, já que ele é auto-explicativo, apesar de um tanto metafísico. Vamos a ele, afinal.


                                                                   A CATEDRAL







Uma vez mais a cena se repetia
O sol no horizonte desaparecia
Todo e qualquer fragmento da rua
Era intensamente iluminado pela lua


Mais uma vez na noite eu vagava
Guiado apenas pelo silêncio sepulcral
Intensamente ainda a chorar estava
Quando cheguei ao desejado local!


Quando os sinos da suntuosa catedral 
Tocaram em meio a noite silenciosa
Em frente às suas portas eu estava
Com uma expressão assaz lacrimosa


Novamente, a alegria de mim irradiou:
Quando uma das portas se abriu
De lá um feixe de luz saiu
Que meu triste semblante iluminou!

      E então? Alguma vez chegaste a ver a luz que saía de dentro da catedral? Acredito que este poema aborda um assunto bastante fascinante, pelo menos para minha pessoa.

sábado, 5 de maio de 2012

        O RETORNO

    Olá, meus caros! Desculpem mais essa minha ausência devido a alguns problemas. Cá estamos de volta, nesta  bela noite de lua cheia, em que ela está 14% maior e 30% mais brilhante devido à sua proximidade com nosso planeta. Creio que não haveria noite melhor do que esta, não é verdade? Ainda mais que estamos a comemorar 1 ano de encontros noturnos!
    Hoje mostro-lhes um poema sobre morrer continuamente, matar-se para tornar-se uma pessoa melhor. Infelizmente muitos têm medo da morte metafísica, não querem matar seus desejos e sim viverem escravos deles para o resto de suas vidas. Este que vos fala não tem medo da morte, inclusive morri hoje. Mais uma vez. E renasci mais próximo do despertar definitivo...

     Suicídio metafísico
   
 

    
Estou contra a parede mais uma vez
Sensação incômoda até por demais
Junto com minha inocência estou acuado
Que isso não aconteça mais!

Jogo-me contra a a parede
Dói mas tenho que aguentar
Para aqueles familiarizados com a dor
Nada custa tentar

O rio escarlate corre selvagemente
Inundando completamente meu ser
Às vezes acho que estou demente
Porém é só um movimento comum

Disparo contra a minha cabeça
Um projétil de angústia e ódio
De fato talvez eu mereça
Mas sou forte, sou um super-homem

A triste melodia e o som ecoam
Claustrofobia mental, afastai!
O cheiro da pólvora persiste
Ele balança mas não cai

O processo deve repetir-se
Até que surta algum efeito
Então a fênix poderá levantar-se
E seu voo será perfeito!