quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A taste of things to come

     Bon soir, mes amies! Como têm passado?
     Primeiramente quero parabenizar a todos que participaram dos protestos aqui em nossa cidade, protestos estes que visavam revogar o aumento das passagens. Conseguimos! Mas a luta não acabou: há muito ainda pelo que lutar: saúde e educação, por exemplo, que em nosso estado não são das melhores. Apoiemos todos os trabalhadores, assim como suas passeatas e greves em busca de condições melhores de trabalho. E o mais importante: que apliquemos o nosso golpe de misericórdia nas urnas, votando naqueles que não estão do lado dos poderosos, que não estão ao lado dos Maia, Alves e Rosado. Basta só isso para que nossa cidade possa vislumbrar em seu horizonte sombrio tempos melhores.
    Agora, vamos falar de poesia. O meu intuito de recebê-los aqui é com a intenção de mostrar-lhes um poema do meu próximo livro independente, que virá ao público na próxima segunda-feira. Mostro-lhes qui em primeira mão um dos poemas que estão no último livro da minha trilogia de produções independentes.


PARASITA AMOROSO
                                “It’s now my duty to completely drain you
                                 A travel through a tube that ends up in your affection”
                                                                              Nirvana, “DRAIN YOU”

Adentrei o teu castelo de carnes
Toquei em tuas paredes de hemoglobinas
Então senti que tudo estremeceu
Quando eu disse que era tuas vitaminas

Invadi a tua câmara de prazeres
Dos teus hormônios senti o cheiro
Então ouvi teu sinfônico grito
E teu corpo convulsionou-se por inteiro

Entrei em teu labirinto mental
Deixando uma trilha de pura filosofia
Nos teus recônditos cerebrais encontrei-me
Era tudo o que eu mais queria!

De ti então rapidamente sai
Prometi que jamais iria voltar
Porém um conselho é recomendado:
Nunca ouvir quem está sempre a mudar!

A música que inspirou-me a fazer o poema:


À bientôt!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

REVOLTA!


     Boa noite. Desculpem se meu tom hoje estiver um tanto alterado mas é inevitável diante de certas situações.
     Hoje à tarde saí para dar aula. Deveria pegar o ônibus número 46, já que meu destino ficava numa rua que é esquina com a Roberto Freire. A aula seria às 14 hrs. Às 13:30 eu já estava na parada.
     Mas para minha desagradável surpresa, o ônibus só passou às 13:55, o que causou o meu inevitável atraso. A aula que seria de 2 horas de duração foi de apenas 1 hora. Prejuízo para mim, além do constrangimento de chegar aproximadamente 40 minutos atrasado. Sem contar que em pleno dia de semana, esperei aproximadamente 45 minutos pela minha condução.
     Depois disso, é inevitável o surgimento de pensamentos revoltosos na mente. Pensei também em quantas pessoas passam por isso todo dia (aliás, o ônibus que peguei foi LOTADO!). E ainda tenho de aguentar as propagandas capitalistas que dizem que eu devo comprar um carro e ninguém se preocupa em investir nos transportes coletivos, o que seria mais útil, mais ecológico e melhor para o trânsito. Uma pequena observação: na Suíça e em outros países desenvolvidos, muitas pessoas não tem carro contudo não é pelo fato de não poderem, é simplesmente pelo fato de não precisarem, já que o sistema de transporte coletivo é perfeito. 

        

    Diante disso, venho dizer a todos vocês que se revoltem com toda a força de seu interior e acredite, isso ainda é pouco! Vamos dizer não para esse maldito aumento nas passagens ! Mas não paremos por aí: vamos dar o troco nas urnas! Vamos votar em pessoas que não tenham nada a ver com as administrações passadas. A revolta tem que ocorrer nas ruas e nas urnas. Uma não deve ser feita sem a outra.
    Minha fala por hoje terminou. Vamos começar com a revolução em Outubro! Primeiro aqui, depois no Brasil todo. Para que o “Ordem e progresso” de nossa bandeira possa começar a fazer algum sentido, depois de mais de 500 anos de Brasil.

     

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O povo revoltado X Os agentes do Estado repressor

   Boa noite, meus caros. Hoje venho falar sobre o protesto que teve hoje contra o aumento das passagens de ônibus, o último "presente" de Micarla para a cidade. 
    O protesto começou às 17:30, em frente ao via direta. Não cheguei na hora, eram umas 18:00 hrs. Já havia muitas pessoas no local e cada vez mais chegavam. Posso dizer que provavelmente esse foi o protesto que atraiu mais pessoas desde que Micarla assumiu o poder. 
    Após um tempo concentrados no via direta, começamos a caminhada até o Midway. Confesso que fiquei maravilhado com o fato de  estar presente em tão grandioso evento, representando e colocando para fora toda a revolta de uma cidade. Lembrem-se que Micarla tece 90 % de rejeição.
  Quando chegamos ao Nordestão, a tropa de choque da polícia estaca parada para impedir o avanço. Começaram a bater e seus escudos para nos intimidar. O Estado opressor havia posto suas malignas garras de fora para atacar a população. A multidão revoltada gritava: " Polícia é pra ladrão, pra estudante não." Há como discordar de tal afirmação?
    Infelizmente a intimidação do maldito Estado não teve bons resultados. Todos sabem que a intimidação pode ter vários efeitos, um deles é atiçar ainda mais ao invés de intimidar é elevar ainda mais a revolta, transformando-a em ódio. Uma minoria começou a jogar pedras na polícia e então começou o conflito. Bombas vs pedras e paralelepípedos. A fiação elétrica rompida por bombas jogadas pela polícia. Palavras de revolta. Caos. Os poderosos estavam incomodados pelo povo. Muito incomodados. Infelizmente não pude tirar fotos do conflito pois não sou fotógrafo profissional, ainda mais sobre pressão. 
    Abaixo segue algumas fotos que eu tirei e o link para ver a reportagem na tribuna. É isso amigos: revolta sempre! Dizem que um homem está morto quando deixa de amar. Na verdade ele morre quando deixa de se revoltar.








                                            A tropa do Estado opressor contra o povo!

      Link para a reportagem da Tribuna do norte: http://tribunadonorte.com.br/noticia/protesto-contra-aumento-da-passagem-para-o-transito-na-salgado-filho/230170

domingo, 26 de agosto de 2012

He is back


       Abriu a porta. Não estava trancada, como havia previsto. Adentrando a sala, percorreu todo o aposento com os seus olhos insones, que nesses últimos dias andavam abertos, passando noites em claro, com a mente a trabalhar de forma ativa, em um elaborado e contínuo trabalho de reflexão. Sentou-se em uma cadeira, cadeira esta que costuma acomodar seus ilustres hóspedes. Colocou a mão no queixo e ficou assim por algum tempo, imóvel, mais uma vez entregando-se à laboriosa atividade filosófica que apesar de um tanto cansativa e às vezes angustiante, tinha a sua cota de prazer.
       Então, deu um sorriso discreto e levantou-se. Olhou para as escadas que levavam aos seus aposentos e calmamente subiu, degrau por degrau.
       Ao chegar em sua alcova, notou que a porta estava escancarada. Não se importando com isso, adentrou o recinto e meticulosamente, passou a chave, trancando-se e mais uma vez isolando-se do mundo exterior. Observou a escrivaninha: havia um pouco de poeira, assim como um pouco de cinzas no porta incenso. Os papéis que havia deixado de forma ordenada não mais desta forma estavam. “Então estiveram aqui”, pensou e sorriu mais uma vez, só que o novo sorriso foi um pouco mais amplo que o de antes. Arrumou seus papéis, acendeu as velas no candelabro, pôs um incenso de benjoim, pegou da caneta, algumas folhas em branco e começou a escrever. Sentiu que estava a faltar alguma coisa. Então pôs Chopin para tocar. Agora não faltava mais nada.
     Era notório o modo com as ideias estavam a fluir em sua mente. Não era algo que se destacava em qualidade, todavia a qualidade delas era superior ao que era outrora. Também estava a saborear uma sensação de liberdade plena, que nunca havia experimentado antes, não com essa satisfação e com essa intensidade. Seu ser encontrava-se agora renovado, mais do que nunca. Sua viagem filosófica e metafísica obteve esplêndido êxito, mais até do que ele poderia imaginar. A grande maioria de suas dúvidas havia se dirimido e as brumas de sua ignorância não estavam tão densas quanto antes: a visibilidade agora estava melhor. Sem dúvida, foi uma ótima decisão o seu exílio intelectual.
     Agora, era só colher os frutos dessa colheita e continuar trabalhando para que essas brumas não fiquem mais densas e consequentemente dissipem-se de forma definitiva. 

sábado, 28 de julho de 2012

...


       Haviam batido na porta, chamado, gritado, porém ninguém respondia. Depois vieram notar que a porta estava aberta. Empurram-na e olharam para dentro do recinto. Somente alguns resquícios de luz iluminavam a sala, oriundos de um abajur que estava ligado. A lareira estava apagada, nela havia somente cinzas. Chamaram mais uma vez pelo proprietário. Nenhuma resposta: o único som que se ouvia era o vento que soprava.
     Decidiram então que deveriam subir as escadas. Talvez ele estivesse no andar superior, trancado em seus aposentos, como costuma ficar sempre que está em casa. Enquanto subiam, chamavam pelo seu nome, contudo não se ouvia resposta. Nem o vento mais se ouvia. O silêncio imperava de forma opressiva no ambiente, fazendo com que os visitantes ficassem um pouco apreensivos.
      Então, notaram que todo o andar superior estava preenchido com perfume de rosas. Com um olhar mais atento, um dos visitantes percebeu que havia alguns incensos acesos no corredor. Com certeza era a fonte do doce aroma. Outra visitante, com o olfato mais apurado, reconheceu o perfume: rosas brancas, com o intuito de trazer paz e harmonia. No momento que percebeu isto, notou que a apreensão que tomava conta dos outros passou, provavelmente devido ao estímulo causado pelo aroma. Ficou mais tranquila e seguiu em frente, junto com os outros.
     Andando mais um pouco, notaram que a porta do quarto estava aberta mas diferente de como estava aberta a porta lá embaixo. Esta estava quase que escancarada, como se convidando todos a adentrar naquele misterioso chambre, até então desconhecido por eles. Diante de uma situação tão convidativa quanto inesperada. Ao entrarem, mais um incenso aceso. Este era de sândalo, para meditação. A caixa com as informações estava próxima e dentro dela não tinha mais incensos. Depois de segundos, os resquícios deste se apagam.
     É notável uma certa desordem  dentro do aposento: livros espalhados por cima da cama, algumas peças de roupa espalhadas e uma pasta aberta numa página em que se lê um poema chamado: “O vinho da noite”
 O vinho da noite, o alucinógeno perfeito!

Ao beber de seu infinito conteúdo
Serei o ébrio mais sóbrio da existência
Possuirei uma ínfima parte da onipotência
Noturna pois a ela estarei amalgamado
Eu, um mortal, tornar-me-ei divino!

Embriagarei-me com o vinho da noite
Que álcool não possui; ao invés deste
Está cheio de constelações e estrelas
Alfas, Betas, Gamas, nebulosas e cometas
Além dos gritos dos desesperados seres
Que somente são ouvidos pela escuridão plena!

     Em cima da mesa, vários papéis, entre eles estava uma letra de uma canção. Impressa numa folha A4, frente e verso, a letra e a tradução da música “Dumb” (tolo):

I'm not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
But I'm having fun
I think I'm dumb
Maybe just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy

My heart is broke
But I have some glue
Help me inhale
And mend it with you
We'll flow around
And hang out on clouds
Then we'll come down
And I have a hangover
Have a hangover
Have a hangover
Have a hangover

Skin the sun
Fall asleep
Wish away
The soul is cheap
Lesson learned
Wish me luck
Soothe the burn
Wake me up

I'm not like them
But I can pretend
The sun is gone
But I have a light
The day is done
But I'm having fun
I think I'm dumb
Maybe just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy
Think I'm just happy

I think I'm dumb
I think I'm dumb

Não sou como eles
Mas posso fingir
O sol se pôs
Mas tenho uma luz
O dia acabou
Mas estou me divertindo
Acho que sou tolo
Talvez apenas feliz
Acho que sou apenas feliz
Acho que sou apenas feliz
Acho que sou apenas feliz

Meu coração está partido
Mas tenho um pouco de cola
Ajude-me a inalar
E consertá-lo com você
Vamos flutuar por aí
E passar algum tempo nas nuvens
Depois vamos descer
E ter uma ressaca
Ter uma ressaca
Ter uma ressaca
Ter uma ressaca

Queimar no sol
Cair no sono
Desejar estar longe
A alma é barata
Lição aprendida
Deseje-me sorte
Alívio da queimadura
Me acorde

Não sou como eles
Mas posso fingir
O sol se pôs
Mas tenho uma luz
O dia acabou
Mas estou me divertindo
Acho que sou um tolo
Ou talvez apenas feliz
Acho que sou apenas feliz
Acho que sou apenas feliz
Acho que sou apenas feliz

Acho que sou um tolo

     Depois de um certo tempo, vendo que não mais achariam nada ali, saíram do local e retornaram para seus lares, um tanto quanto confusos...

sábado, 21 de julho de 2012

Um dia paradoxal

   Boa noite! Por favor, adentrem meu lar e fiquem à vontade! Espero que todos estejam bem. Andei tendo uns problemas de saúde devido às mudanças no tempo, contudo estou melhorando. creio que em breve estarei totalmente curado.
   Este poema fala sobre um dia que deveria ser de descanso porém muitas vezes não o é. Creio que muitos sabem do que estou falando. Se não entendem, vamos à leitura.
   


DOMINGO

Silêncio nauseante nas desertas ruas
O vento finalmente será ouvido
Seu sussurro é a voz da natureza
É o seu mais sublime ruído

Não há como os amigos reunirem-se
Tantas tarefas os deixam ocupados
Que paradoxo! No dia do descanso
Eles não encontram-se descansados

Na solidão busca-se a diversão virtual
Ou a leitura para a mente exercitar
Nem conversas na rede, nem pálidas páginas
Parecem suficientes para o tédio espantar

Empty Sunday, como um lar abandonado
Dimanche víde, como essa vida esquisita
Domingo vacio, como a garrafa de um ébrio
Domingo vazio, como a mente de um sibarita

sábado, 14 de julho de 2012

Mais um poema dos primórdios

   Boa noite! Mais uma vez vejo que vieram acompanhados da chuva e do frio, companhias estas que geralmente nos acompanham nesta época do ano.
    Este poema que lhes mostro já tem 10 anos. Creio até que ele esteja entre os 5 primeiros que escrevi, pode ser até que ele seja o segundo mas não tenho certeza. De qualquer forma, é um dos primeiros e lembro que o inscrevi em um concurso de poemas organizado pela fundação José Augusto. Foi muita ingenuidade minha pensar que poderia concorrer em um concurso sendo um iniciante na arte poética: só atingi um nível para concorrer há cerca de 4 anos atrás. Só depois de ter participado de 4 concursos que cheguei a ganhar uma premiação. Queiram me desculpar caso haja alguma falta de técnica nesse poema; decidi mostrá-lo por que ele tem um valor especial para mim. 

O CORTEJO FÚNEBRE DAS ROSAS



Você perdeu a razão
Viveu só de ilusão
Pensou só em você
Não conseguiu viver

E agora as rosas choram
Pois você se foi
O perfume que elas exalam
Você não conseguiu sentir

Sonhos de cobiça, sonhos de poder
Sonhos de luxúria, sonhos de prazer
Isso era só o que você queria ter

Para cada ação uma reação
Por mais tarde que ela venha
Não tem mais solução
Você quis que fosse assim

Não há mais abrigo
Não há mais perigo
Mas o risco existe
E a dor agora persiste

Hora de dizer adeus pra tudo
Hora de abandonar este mundo
Hora de sentir a dor bem no fundo

As rosas são tão boas
Por que não deu atenção a elas?
Será que você não viu
O quanto elas realmente são belas?

Você deveria ter vivido bem
Agora virá uma eternidade de lamento
Você sabia que existia o tormento

As rosas estão carentes
As rosas estão doentes
Alguém precisa cuidar delas
Alguém precisa ter ideias

Mas esse alguém não é você
Porém você poderia ter sido
Agora as rosas choram por você
E lamentam por você não ter vivido