terça-feira, 30 de outubro de 2012

Prenúncio de uma breve ausência

     Boa noite, meus caros> Como vão? Que bom que não demoramos desde nosso último encontro. Bom, antes de apresentar-lhes o poema, tenha algo a dizer-lhes.
      Nesse mês de novembro tentarei postar mais coisas no meu blog, já que no mês de dezembro ficarei um tanto ausente. No final do mês de Novembro creio que essa ausência far-se-á visível. Deverei voltar às atividades normais em Janeiro. Às vezes é preciso ausentar-se para refletir, a solidão proporciona ótimos momentos de reflexão.
     Este poema fiz hoje, em um momento de inspiração como nunca mais havia ocorrido comigo. è sobre um tema que tem atraído -me bastante ultimamente.  I hope you enjoy, my friends!


PRECAUÇÃO

É uma tarefa deveras difícil
Esquivar-se de tanta ignorância e maldade
É tão distante e tão diferente
De fato, é um outra realidade

Posso ficar longe da mira
Então para quê ser alvejado?
Se posso ser livre e independente
Para quê a eles devo ser acorrentado?

Nunca mais darei ouvidos
Para discursos sobre vida social
Viver em sociedade é um caos
Quando ela está contaminada pelo mal

Eu não mais cairei
Eu não mais me deslumbrarei
Eu não mais me machucarei
It’s better to stay away




domingo, 28 de outubro de 2012

Chapitre Un

    Boa  noite, meus caros amigos! Sejam bem vindos! Bela noite de lua cheia, não acham? Que tal ficarmos aqui fora e aproveitarmos esse belo plenilúnio? Boa ideia, não acham?
    Hoje apresentarei aqui o 1° capítulo do romance que estou escrevendo, chama-se "Metáphisique". Gostaria de ouvir vossa opinião sobre minhas habilidades em escrever prosa, já que não tenho tanta experiência nesse ramo. Ontem eu terminei o capítulo XIII. Também estou com um projeto de um livro de reflexões filosóficas, livro esse que está sendo escrito aos poucos e um romance utópico, que irá falar sobre uma sociedade perfeita em que as pessoas tem bons valores e valorizam a verdadeira arte.
    Dadas as explicações, vamos ao texto:

  Cap I
Au revoir

       Mais uma vez encontrava-me no interior daquela suntuosa e nívea sala. A mobília mais uma vez fazia-me ter um orgasmo estético, assim como o restante da decoração: os castiçais, os quadros, a escrivaninha e tudo que a ornava de forma que ela fosse um simulacro do Olimpo. Por muito tempo senti-me um deus ao residir aqui neste palácio mágico que por anos fez-me viver uma ilusão poderosíssima, fazendo-me crer que de fato eu pertencia a este lugar. Hoje, com a magia quebrada, vejo que a realidade é outra completamente diferente. A questão que permanece é se esse encanto pelo qual vivi sob jugo por tanto tempo foi de fato efeito desta morada ou foi algo que impus a mim mesmo. Bom, acredito que isso não fará muita diferença agora pois neste momento percebo que esse nunca foi o meu lugar. Agora que olho para mim mesmo e vejo meu sobretudo negro, meus longos cabelos escuros, minha pele bronzeada e meus olhos castanhos... como pude viver por tanto tempo iludido? Foi preciso um grande ferimento que quase causou minha morte para fazer-me despertar deste sonho maldito no qual estive por tanto tempo. Eu sou a antítese desse lugar!

   “I’m a creep, i’m a weirdo
    What the hell am I doing here?
    I don’t belong here”
           Radiohead, “CREEP”

      Desperto de meus devaneios ao ver aquela alva figura aproximando-se de mim. Estava linda como sempre foi. Usava um lindo vestido branco que cobria todo o seu corpo, privando-me da visão de sua pele. Os seus longos cabelos dourados e flamíneos estavam soltos, emulando uma enorme cascata de ouro líquido cujo valor era inestimável. Seus olhos azuis estavam a fitar-me de uma forma que nunca vira antes. A forma como olhava-me com aqueles olhos fez-me descobrir o que tinha para dizer antes que os seus lábios movessem-se com a intenção de proferir as palavras desejadas. Então, com aquele seu caminhar peculiar aproximou-se de mim, parando por alguns instantes. Olhou para o chão, depois olhou para o meu rosto. Senti que ela tentava em vão saber exatamente o que eu sentia naquele momento, como se tentasse ler minha mente. Na verdade se a ela pudesse ser concedido algum desejo, não tenho dúvidas de que ela escolheria o dom de ler mentes somente para desvendar os mistérios de minha melancólica alma. Alma, mente... alguns dirão que são coisas diferentes. Bom, para os franceses é exatamente a mesma coisa, tanto que eles usam a mesma palavra para denominar os dois, Espirit. Já aqueles que usam a língua inglesa usam duas palavras, assim como nós: soul e mind, respectivamente. Mas acredito que não cabe a mim tentar enveredar-me pelos mistérios das mais diversas línguas para descobrir quem de fato está com a razão. Isto não elucidaria o problema, muito pelo contrário, dificultaria ainda mais a questão e faria com que se tomasse outro caminho que conduziria para longe da estrada principal. Aliás, é o que está acontecendo neste momento. Retornemos então à estrada principal, visto que essa para qual eu os conduzi é por demais oblonga e maçante. Pardon moi.
      Depois de algum tempo fitando-me os olhos, ela deu um suspiro e perguntou:
      - Esta é tua decisão final? Irás partir?
      - Sim, estou certo de minha escolha.
      Quando disse isso, senti um calafrio percorrer todo o meu corpo. Acredito isso ser um fenômeno bastante comum, levando-se em conta que nunca pensei em articular tal sentença. Creio ser isso o que chamam de angústia mas não uma angústia qualquer; é algo assaz esmagador, como se fosse um monstro criado pela mais maligna das entidades divinas apenas com a intenção de lacerar a alma de suas vítimas. Acrescento aqui que naquele exato momento eu sentia que aquilo era apenas o princípio de uma dor que com o passar dos dias tornar-se-ia cada vez mais insuportável, a ponto de fazer-me desejar ter um encontro precoce com Tânatos. Desculpem-me se pareço ser muito dramático ao usar essas palavras. Contudo foi exatamente assim que interagi com a realidade naquele momento, tudo que consegui perceber era a desgraça que se abatia sobre meu ser.
      - Podes visitar-me se assim desejares.
      - Isso não ocorrerá. Não há motivos para minha permanência aqui, mesmo que por apenas alguns instantes. Não há sentido, bem o sabes.
      -Sempre foste deveras dramático- ela disse, esboçando uma expressão de desdém.
      -Estou apenas sendo realista.
       Assim falei porém sentindo-me como uma vela que luta para permanecer acesa enquanto o vento sopra forte após abrir com violência as janelas de uma suposta residência.
      -Tua luz antes iluminava meu caminho, agora apenas me ofusca.- continuei, rompendo a barreira de silêncio que havíamos criado entre nós.
      - Vejo que não voltarás atrás em tua escolha. Nunca foste de fazer isso. Então isso é um adeus definitivo...
      Não respondi, apenas dirigi-me em direção à porta que conduzir-me-ia para fora daquele cômodo cuja luminosidade começava a incomodar minha pessoa. Mesmo não olhando para trás pude perceber claramente que ela estava seguindo meus passos. Cruzei a porta e continuei a caminhar. Então notei que ela não mais me seguia, havia parado na frente da porta e permaneceu estática a me observar. Parei de caminhar e fazendo um movimento com o pescoço virei minha cabeça para trás, mas não totalmente, não formando um ângulo de 90 graus como esperado de um movimento desse tipo. Fiz desta forma pois o objetivo não era olhar dentro dos olhos dela e sim apenas ser cortês. Sabe-se que para falar com alguém, se não desejas olhar nos olhos daquele com quem vós falais, ao menos esteja de frente com este.
      -Adeus, minha cara. Se um dia tornarmos a nos encontrar, que seja de forma breve e indolor para ambos.
      -Adeus.
      Essas foram as últimas palavras que dissemos um ao outro.
      Logo após, continuei meus passos em direção à saída de seu castelo. Agora ela havia tornado-se a proprietária única já que não fiz questão de pedir a minha parte. Caminhando pelo pátio, vi que acabara de anoitecer e a lua nova exibia um sorriso sarcástico, provavelmente destinado a mim. Notei que meus passos vacilavam, não conseguia caminhar em linha reta, era como se estivesse ébrio após ter ingerido a mais entorpecente e amarga das bebidas. Interessante notar que os portões já se encontravam abertos, os criados já tinham poupando-me do trabalho de abri-los. Criados... nunca fiz questão de tê-los. Confesso que eram úteis e tinham boa vontade mas não era algo indispensável para mim, salientado o fato de que sempre fui bastante independente. Ao contrário dela. Inclusive muitas vezes ela sentia-se muito orgulhosa em tê-los, era frequente o tom de soberba em sua voz ao dirigir-lhes a palavra. Nunca tratou-os mal, é verdade. Aqui devo ser justo e não tentar pintar um retrato de uma nova Catarina a grande, injusta com os menos favorecidos. Ela sempre os tratou bem, embora gostasse da sua condição de superioridade perante os mesmos.
     Foi nesse momento que notei que estava a pensar por demais e decidi obliterar os pensamentos ridículos que insistiam em apossar-se de mim e cruzei aqueles portões de forma derradeira.
     ... sem olhar para trás...



O personagem principal, que não tem nome, ou melhor, ele não é dito durante o romance. 


quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Genocídio


         Boa noite, meus amigos. Desculpe meu semblante e meus modos um tanto afobados e grosseiros , assim como meu tom mais revoltado mas é inevitável diante das últimas notícias (pega de um copo d’água e bebe).
         O motivo de minha revolta é o massacre dos índios Guarani-Kaiowá, no estado de Mato Grosso do Sul. Esses índios têm suas terras tomadas por fazendeiros, que contratam pistoleiros para mata-los. O motivo? Querem suas terras para criação de gado, plantação de soja e cana.
         Isso não é nenhuma novidade, esse tipo de coisa vem ocorrendo desde a época do descobrimento. O problema é que esse genocídio tomou proporção alarmantes e nada é feito.     A omissão do governo federal em relação aos indígenas, que não têm mais para onde correr e estão cogitando o suicídio coletivo.
         Outro fato que não é nenhuma novidade é a omissão da imprensa. É notório a ausência de notícias acerca dos massacres promovidos aos índios. Não tenho nada contra ela, mas quando Hebe faleceu foi o maior estardalhaço, homenagens em toda parte, etc. Porém, centenas de índios são assassinados e cometem suicídio e isso nunca vira notícia. É preferível manter a massa alienada com notícias sobre artistas e fórmulas mágicas para emagrecer, afinal o verão, o carnatal ( festa maldita!) e o carnaval estão chegando, e isso é mais importante ficar atento à dicas de como cuidar do corpo do que saber sobre as covardes mortes de seres humanos indefesos e que só querem morar em paz em sua terra. Também é importante para a mídia fazer divulgação de bandas e artistas que não passam nenhuma mensagem em suas letras  e que não fazem o povo refletir e nem se revoltar, como Calcinha preta, Sorriso maroto, Cláudia leite, Ivete Sangalo e entre outras drogas alienadoras, destruidoras de mentes.
         Já que a mídia não vai noticiar nada mesmo, resta a internet. Ela tem a vantagem de ser livre e é muito bom que ela seja usada para fazer manifestos, muito bom ver a revolta das pessoas nas redes sociais, especialmente no facebook . Tá certo, há sempre aquules que preferem postar mensagens de auto ajuda, inflamar seus egos e outras “coisas importantes” mas é assim mesmo, cada um dá o que tem, não é?  Inclusive tem um abaixo assinado do Avaaz  circulando na rede, que deverá ser entregue à presidente Dilma que aindanão se manifestou a respeito do massacre, não que eu saiba pelo menos.
        Então é isso. Se não assinaram o abaixo-assinado, procurem, ele deve estar por aí na rede, não custa nada procurar, não será difícil achá-lo. Venho dizer também que , se ainda havia algum resquício de patriotismo em mim, ele acabou-se nesse momento.
        Deixo-vos, bradando a plenos pulmões os dizeres que para mim marcaram o momento mais importante da história: LIBERDADE, IGUALDADE, FRATERNIDADE! SEMPRE!

      

Post Scriptum: seguem alguns links com mais notícias sobre esse maldito e inaceitável  massacre.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sobre um amor (estranho).

   Muito boa noite, meus caros! Como tens passado? Espero que a vida os tenha agraciado com boas novas!
   Ultimamente, como já havia comentado, estão vindo à minha mente vários versos de amor, Tenho achado isso estranho por demais, não é muito comum eu ter esse tipo de inspiração mas não é de meu feitio deixar passar os recados das Musas, especialmente Erato, que sempre há muito tempo está por perto de mim, embora eu seja um tanto arredio.
    Esse poema começou pelo titulo, coisa rara de ocorrer em meu trabalho. Ele tem o mesmo título de um álbum de fotos da namorada de um amigo meu. Perdi permissão para usá-lo como título, achei muito bonita a frase e com um certo tom autodepreciativo, algo que está frequentemente presente em meus poemas. Porém tenho certeza que ela ao adotar essa frase não pensou dessa forma.
    Vamos ao poema        

EU PROCURO TENTAR  ENTENDER PORQUE SOU TÃO IMPORTANTE PARA TI


      
     

 No infinito limitado de uma mente
Uma indefectível imagem sorridente
É permitido sofrer, é permitido amar
Ah, o doce paradoxo do agradável chorar!

É deveras impressionante tamanha sinceridade
Assim como uma desnecessária necessidade
Que toda culpa seja posta de lado
Já que ninguém quer viver atormentado!

Tantos elogios e demasiadas reverências
Tomar um ser estranho como referência
Rejeitar tamanha atenção seria estultice
Não seria sábio mesmo que resistisse!

É melhor não tentar entender
Visto que o tentar leva aos sofrer
Resta apenas oferecer profundo agradecimento
Por tão belo, sincero e estranho sentimento!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Um poema sobre bissexualidade

     Boa noite! Sejam bem vindos mais uma vez e como de costume, numa Sexta feira. Parece-me um dia propício para poemas, não é verdade?
     Mostrarei hoje um poema que há quase 2 anos estava na forma de rascunho e só nesta semana o finalizei. Ele foi vencedor de uma enquete que pus no facebook. Agradeço a todos que votaram, asim como àqueles que sempre estão a visitar-me em minha residência. 
     Parece-me desnecessário explicar o poema, ele tem autonomia suficiente, não precisa de minha ajuda para fazer-se entender. Vamos a ele.

                                    POEMA BISSEXUAL



Na minha ativa e diferente passividade
Alcanço o prazer almejado com facilidade
A neutralidade é bastante apreciada
Assim como a vulgaridade é desprezada

Em lábios repletos de melancolia
Passo um batom de alegria
Para meu beijo não te contaminar
Poluir teus lábios femininos seria crime

Por favor, moço, não me deixes
Meu coração emite amorosos feixes
Que iluminam o olhar da senhorita
Nos teus olhos vejo a súplica: “repita!”

Eu amo de formas diversas e afins
Porém o desejo não toma conta de mim
Amo de uma forma única e infinita
Que faz com que de forma plena me sinta!

     Espero que tenham gostado do poema. Passei 2 anos para terminá-lo para que valesse a pena ser lido, de verdade. Espero ter sido bem sucedido
      A bientôt!
     



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Uma palavra às vésperas das eleições



   “Aquele que não se importa com política tende a ser governado por homens inferiores.”
                                                                                                                                       PLATÃO

        Olá, meus caros, boa noite! Venho aqui para lembra-lhes da importância do ato de votar. A citação de Platão dá uma ideia do que ocorre quando não se vota corretamente. Mas creio que devemos sair da superficialidade e ir mais a fundo.
         Quando o cidadão não se preocupa em votar, especialmente em quem votar, o resultado é caótico. Peguemos como exemplo a nossa cidade, Natal. O atual estado em que ela se encontra é resultado de uma falta de consciência na hora do sufrágio. Não se pensou em quem estava votando e porque se estava votando na atual prefeita  Micarla, que mostrou-se uma péssima administradora, tendo o maior índice de rejeição do Brasil, cerca de 91%.
      Não sou um exemplo de sabedoria,  contudo creio que eu possa ajudar um pouco nesta hora tão importante.
       Antes de votar, pense. Pense não somente em você, pense na sua família, amigos e em todas as pessoas que habitam na nossa cidade. Escolha quem realmente, está com você, que luta como você, que sofre como você, que é explorado como você é.
     Analise bem em quem você vota; quem apoia o candidato? Isso é muito importante. Vejamos o caso de nossos candidatos. Carlos Eduardo ALVES. O nome de uma oligarquia que manda em nosso estado desde 1985. Hermano Morais é apoiado por Garibaldi ALVES. Rogério Marinho é apoiado por José Agripino MAIA, outra oligarquia que manda em nosso estado desde 1985.  Aliás, os nossos senadores são considerado um dos mais improdutivos do senado brasileiro. E adivinha quem são os dois? Dica: ambos estão apoiando candidatos a prefeito nessas eleições e ambos pertencem às oligarquias dos Maia e dos Alves. Já entenderam, não é?  Não votem nesse trio, já que eles representam as oligarquias que estão aí e nada fizeram por nosso estado. Inclusive o RN é um dos poucos estados que não derrubaram as oligarquias. Não é coincidência o estado do RN ser um dos mais atrasados do Brasil.
     Última dica que é o resumo de tudo o que eu disse: VOTE, NÃO REELEJA! E por favor, não escute o argumento de dizer que “ELE” deve voltar pois era melhor do que Micarla. Quem não foi melhor do que Micarla? E lembre-se: Natal ficou mais violenta no mandato dele, aproximadamente em 2005, 2006, muitas pessoas  foram assaltadas pela primeira vez. Eu particularmente  voltava sozinho do Alecrim para minha  casa em Petrópolis  de 2hrs da manhã, cerca de 3 vezes por semana, de 2003 a 2005 e nunca me aconteceu nada. A partir de 2006, parei com isso, pois fui seguido várias vezes e quase fui assaltado.
      Então, fico por aqui. Lembrem-se de tudo que eu disse, será útil no domingo. Passe a mensagem adiante, está um pouco em cima da hora é verdade, porém ainda há tempo de evitar outras tragédias administrativas: a situação sempre pode ficar pior!
      E o mais importante: VOTE, NÃO REELEJA!